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Mudanças climáticas podem fazer economia global “derreter”

Os impactos das mudanças climáticas já estão sendo sentidos no mundo todo e os cientistas alertam que o pior ainda está por vir. Mas estes efeitos vão muito além de fenômenos naturais mais intensos, causando também crises econômicas e sociais.

De acordo com um novo estudo publicado na revista Environmental Research Letters, o aumento médio das temperaturas provocará um verdadeiro “derretimento” da economia global. Estes impactos podem chegar a 40% de tudo o que é produzido hoje no planeta.

Efeitos na economia podem ser catastróficos

  • No trabalho, os pesquisadores analisaram os danos econômicos provocados mudanças climáticas.
  • Eles sugerem que fatores ambientais, como secas e tempestades, afetariam as colheitas de alimentos, por exemplo.
  • Isso geraria fome, causando uma crise social que agudizaria os efeitos da inflação e colocaria a economia global em uma espiral de notícias negativas.
  • Lembrando que os efeitos climáticos mais intensos ainda gerariam perdas de infraestrutura, além de deixar refugiados climáticos, que precisariam ser absorvidos por regiões que já enfrentam suas próprias dificuldades.
Economia global pode ‘derreter’ com aumento das temperaturas (Imagem: Bigc Studio/Shutterstock)

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Estudo traçou limite máximo do aquecimento

A partir de todos estes cenários, a equipe conseguiu calcular quais seriam os impactos do aumento das temperaturas no PIB global. Enquanto a maioria das pesquisas semelhantes aponta que um aumento de 4°C pode reduzir a economia global entre 7% e 23%, o novo estudo prevê que a queda pode chegar a 40%.

Os cientistas explicam as diferenças entre os resultados. Segundo eles, os modelos anteriores sugeriam que a Rússia e partes da Europa poderiam se beneficiar do aumento das temperaturas. Os novos dados, no entanto, indicam que mesmo estas regiões teriam a produção prejudicada.

Termômetro marcando temperaturas altas em montagem para ilustrar calor e aquecimento global
Aumento das temperaturas provocará prejuízos econômicos severos (Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock)

Para evitar esse cenário, os especialistas destacam que é preciso adotar medidas urgentes para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. O trabalho ainda recomenda que o aquecimento do planeta não pode ultrapassar a marca de 1,7°C, na média.

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Vidro feito de poeira lunar pode gerar energia na Lua

Um artigo publicado nesta quinta-feira (3) na revista Device revela um novo uso para a poeira lunar: a fabricação de células solares. Além de servir para extrair oxigênio e titânio, construir abrigos e criar um material cimentício conhecido como lunarcrete, agora o regolito lunar também pode ser aproveitado para gerar eletricidade.

Liderada por Felix Lang, da Universidade de Potsdam, na Alemanha, a pesquisa sugere que a conversão da poeira lunar em células solares pode fornecer energia para futuras bases na Lua. “Já usamos regolito para extrair água e fabricar tijolos. Agora, podemos transformá-lo em células solares, garantindo eletricidade para uma cidade lunar”, afirmou Lang em um comunicado.

Atualmente, as células solares convencionais utilizam vidro fabricado na Terra, um material pesado que encarece as missões espaciais. Produzi-las diretamente na Lua, com recursos disponíveis no solo lunar, pode reduzir custos e facilitar a construção de infraestrutura energética no satélite.

Imagem conceitual da futura fabricação de células solares na Lua, utilizando regolito lunar. Nela, vemos robôs que obtêm regolito bruto e o trazem para uma instalação de produção, que fabrica células solares lunares baseadas em perovskita. Depois, rovers automatizados ou astronautas instalam as células solares produzidas para alimentar futuras colônias lunares. Crédito: Sercan Özen

Equipe usa simulador de poeira lunar para produzir vidro

Para testar essa possibilidade, a equipe de Lang utilizou um simulador de poeira lunar, já que as amostras autênticas da Lua são raras e valiosas. O regolito simulado foi fornecido por um laboratório da NASA, que desenvolve diferentes tipos desse material para experimentos científicos. O regolito foi derretido para formar vidro lunar, um processo que pode ser realizado usando apenas a luz solar concentrada para atingir altas temperaturas.

O vidro lunar é então combinado com perovskita, um material cristalino amplamente usado em células solares. A perovskita absorve a luz do Sol, liberando elétrons que são capturados por um eletrodo, gerando corrente elétrica.

O Moonglass – nome dado ao vidro lunar – apresenta algumas vantagens sobre o vidro comum usado na Terra. Enquanto o vidro tradicional tende a escurecer no espaço, perdendo eficiência, o Moonglass já possui uma coloração marrom natural devido às impurezas do regolito. Isso evita que escureça ainda mais e comprometa a captação de luz. Além disso, ele é mais resistente à radiação, um fator crítico no ambiente lunar, onde partículas energéticas do espaço estão constantemente bombardeando a superfície.

Simulador de regolito lunar, vidro lunar e células solares lunares. A inserção mostra uma micrografia transversal e a estrutura cristalina de perovskita. Crédito: Felix Lang

No entanto, as células solares feitas de vidro lunar ainda não atingem a mesma eficiência das convencionais. Enquanto painéis solares usados no espaço convertem entre 30% e 40% da luz solar em eletricidade, os produzidos com Moonglass alcançam apenas 10%. A equipe de Lang acredita que esse índice pode chegar a 23% com a remoção de algumas impurezas do vidro lunar.

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Produção de energia na Lua é desafiadora

Mesmo que a eficiência continue baixa, a solução pode ser viável. “Não precisamos de células solares com 30% de eficiência. Basta fabricar mais delas na Lua”, explicou Lang. Além disso, construir as células solares diretamente no satélite natural reduz significativamente a necessidade de transporte de materiais da Terra, diminuindo em 99% o peso das cargas enviadas.

Ainda há desafios técnicos a serem superados. Criar células solares com poeira lunar simulada na gravidade terrestre é uma coisa; fazer isso em baixa gravidade é outra. A equipe também precisa verificar se os solventes usados no processo resistem ao vácuo espacial e se as variações extremas de temperatura na Lua afetam a estabilidade das células.

Para responder a essas questões, os pesquisadores propõem uma missão experimental à Lua para testar as células solares em condições reais. Se a tecnologia se mostrar eficaz, poderá viabilizar uma base lunar sustentável, especialmente no polo sul da Lua, onde há depósitos de gelo e luz solar quase contínua. Isso evitaria as longas noites lunares de 14 dias, um desafio para sistemas solares convencionais.

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IA e mercado de trabalho global: ONU faz alerta

O mercado global de inteligência artificial (IA) deve atingir US$ 4,8 trilhões até 2033, segundo a ONU, com impactos significativos no emprego.

Embora a IA gere oportunidades de produtividade, ela também pode afetar 40% dos empregos globalmente, especialmente em setores de conhecimento, como serviços financeiros, saúde e tecnologia.

A UNCTAD a agência de comércio e desenvolvimento da ONU, alertou em um relatório que as economias avançadas serão as mais impactadas, mas também as mais preparadas para aproveitar os benefícios da IA.

Por outro lado, as economias em desenvolvimento podem sofrer com a ampliação das desigualdades, já que a automação tende a favorecer o capital em vez do trabalho.

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Avanço da IA em empregos nos países desenvolvidos aumenta o risco de aprofundar desigualdades – Imagem: shutterstock/metamorworks

Crescimento forte, mas ainda muito concentrado

  • O relatório destacou que, em 2023, as tecnologias emergentes, como IA, blockchain e 5G, representaram um mercado de US$ 2,5 trilhões, com previsão de crescimento para US$ 16,4 trilhões até 2033.
  • No entanto, o acesso à infraestrutura de IA continua concentrado em poucas economias, com apenas 100 empresas dominando a pesquisa e desenvolvimento global.
  • “Os países devem agir agora”, disse a agência, insistindo que “ao investir em infraestrutura digital, construir capacidades e fortalecer a governança da IA”, eles poderiam “aproveitar o potencial da IA ​​para o desenvolvimento sustentável”.

A UNCTAD enfatizou a importância de investir em capacitação, requalificação e governança da IA, para que a tecnologia crie novas indústrias e oportunidades de emprego e não apenas substitua funções.

A agência também alertou que as nações em desenvolvimento precisam ser incluídas nas discussões globais sobre a regulamentação e governança da IA, para garantir que ela beneficie o progresso global e não apenas interesses limitados.

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Agência da ONU alega que a IA não deve ser vista como uma substituta de empregos e funções, mas sim um novo meio de criar oportunidades de trabalho (Imagem: metamorworks/Shutterstock)

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Novo recurso do ChatGPT já gerou mais de 700 milhões de imagens

O novo recurso de geração de imagens da OpenAI já caminha para ser um dos lançamentos de produtos mais populares da empresa.

De acordo com Brad Lightcap, que supervisiona as operações diárias e a implantação global na OpenAI, mais de 130 milhões de usuários geraram mais de 700 milhões de imagens desde que o gerador de imagens atualizado foi lançado no ChatGPT em 25 de março.

“[Nós agradecemos sua paciência enquanto tentamos atender a todos”, escreveu Lightcap em um post no X nesta quinta-feira (03).

“Nossa equipe continua trabalhando 24 horas por dia”, pontuou. Lightcap ainda acrescentou que a Índia é, neste momento, o mercado de ChatGPT de crescimento mais rápido.

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Gerador de imagens foi tão usado que o ChatGPT chegou a “derreter” – Imagem: Tada Images/Shutterstock

Studio Ghibli e servidores sobrecarregados

  • O novo gerador de imagens da OpenAI, que foi lançado para todos os usuários do ChatGPT no início desta semana, se tornou viral por sua capacidade controversa de criar fotos realistas no estilo Ghibli.
  • A ferramenta tem gerado consequências mistas para a OpenAI, levando a milhões de novas inscrições no ChatGPT, ao mesmo tempo em que sobrecarrega muito a capacidade dos servidores empresa.
  • De acordo com o CEO Sam Altman, a popularidade do gerador de imagens levou a atrasos no produto e serviços temporariamente degradados, enquanto a OpenAI trabalha para ampliar a infraestrutura para atender à demanda.
Imagem gerada pelo ChatGPT no estilo Studio Ghibli de foto de menina olhando para a câmera enquanto uma casa pega fogo ao fundo
Reproduzir imagens famosas da internet no estilo de animação do Studio Ghibli foi a prática mais popular do gerador da OpenAI desde o lançamento do recurso (Imagem: Reprodução/Redes sociais)

O uso do gerador de imagens para reproduzir trabalhos que poderiam ser feitos pelas mãos de um artista gerou polêmica e controvérsia, e uma declaração de 2016 de Hayao Miyazaki, diretor e criador do Studio Ghibli, onde ele critica de maneira dura tais tecnologias, foi relembrada. Leia aqui.

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Tarifas de Trump devem atrapalhar meta importante do governo dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou novas tarifas para produtos importados. A taxação já está afetando o setor de tecnologia no país e deve atrapalhar uma das metas fundamentais do governo estadunidense este ano: a expansão dos data centers.

Essa infraestrutura é essencial para o desenvolvimento de inteligência artificial, mas depende de peças que estarão sujeitas às novas tarifas. O resultado? Os investimentos e esforços nesse sentido devem desacelerar.

Big techs do setor, como Apple, Amazon e Nvidia, já sentiram os efeitos da medida. Saiba mais aqui.

Big techs já estão sentindo os efeitos do anúncio (Imagem: Ascanio/Shutterstock)

Tarifas de Trump devem atrapalhar expansão dos data centers

Trump anunciou tarifas entre 10% e 49%. Nações europeias (20%), China (34%), Índia (26%) e nações asiáticas (como o Vietnã, com 46%) estão entre as principais afetadas.

A medida impactou as big techs estadunidenses, causando quedas expressivas na bolsa de valores. Apesar de estarem nos EUA, as empresas dependem de produtos importados, como peças, e algumas até produzem seus dispositivos internacionalmente, como a Apple (com o iPhone, por exemplo).

A taxação também deve impactar a expansão dos data centers. Os chips semicondutores estão isentos das tarifas, mas, segundo a Reuters, os Estados Unidos planejam impostos adicionais específicos para essa categoria de produtos.

Consultada pela agência de notícias, Gil Luria, analista da DA Davidson, avaliou que os equipamentos usados nos data centers com certeza ficarão mais caros. Outros analistas também afirmaram que os custos para construção dessas infraestruturas aumentarão. O impacto na expansão ainda não está claro.

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Trump chamou tarifaço de “independência econômica” dos EUA (Imagem: Chip Somodevilla – Shutterstock)

Data centers estavam nos planos do governo Trump

No início do ano, Donald Trump anunciou investimentos pesados na construção de infraestrutura tecnológica, uma das metas da segunda gestão do republicano.

O projeto Stargate foi o principal: o empreendimento – em conjunto com a OpenAI, SoftBank Group e Oracle – prevê US$ 500 bilhões para 20 data centers no país. O objetivo é ultrapassar as nações rivais na corrida de IA.

Para Luria, isso já era improvável antes. Com as tarifas, “é altamente improvável” que o investimento bilionário se concretize.

Segundo os analistas, mesmo que os chips sigam isentos de taxação, as placas de circuito nos quais eles são vendidos não estão isentos. Ou seja, de qualquer forma, a tarifa seria aplicada. Para se ter uma ideia do impacto econômico disso, só no ano passado, dados da Bernstein estimaram importações de máquinas de processamento em cerca de US$ 200 bilhões, vindas principalmente do México, Taiwan, China e Vietnã.

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Infraestrutura é essencial para o desenvolvimento de IA (Imagem: Caureem/Shutterstock)

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Big techs podem dar um passo atrás

Mesmo que o governo siga em frente com os investimentos nos data centers, as big techs (que, um dia depois do anúncio, já estão tendo prejuízos) podem reavaliar seus gastos:

  • De acordo com Abhishek Singh, sócio da empresa de pesquisa Everest Group, as gigantes do setor deverão reorganizar seus investimentos, provavelmente deixando a expansão de lado e direcionando os gastos para prioridades a curto prazo, como proteção de compras e terceirização;
  • A AMD, fabricante de processadores e placas, disse que está “avaliando os detalhes e quaisquer impactos [das tarifas] em nosso ecossistema mais amplo de clientes e parceiros”;
  • A Intel, Nvidia e TSMC (de chips) recusaram o pedido de comentário da Reuters. As big techs também não se pronunciaram;
  • De acordo com Luria, a expectativa é que a Microsoft e Amazon adotem uma abordagem mais cautelosa em relação aos data centers;
  • As novas taxas também devem impactar os negócios em nuvem das companhias.

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Além do Studio Ghibli: ChatGPT também faz imagens no estilo super-herói

O mundo dos super-heróis sempre despertou a imaginação de crianças e adultos. Agora, com o avanço da inteligência artificial, você já pode criar o seu próprio herói, desde a concepção do personagem até a geração de imagens incríveis, tudo com a ajuda do ChatGPT.

Este tutorial irá guiá-lo por esse processo, explorando as capacidades da IA para dar vida ao seu super-herói.

Como criar imagens no estilo super-herói usando o ChatGPT

  1. O primeiro passo é dar forma à identidade do seu herói. Qual é a origem do herói? Ele possui poderes de origem alienígena, mágica ou tecnológica? Qual é seu traje e aparência? Cores vibrantes, armadura tecnológica, capa esvoaçante?
  2. Você também pode transformar fotos suas em imagens de super-heróis no estilo de histórias em quadrinhos. O processo envolve o upload de uma foto e a inserção de comandos para que a IA aplique filtros e elementos visuais de super-heróis, como capas e outros acessórios.
  3. Digite algo como: “Deixe essa foto com o estilo de um super-herói”. Em seguida, faça o download do arquivo.
  4. Utilize o ChatGPT para explorar diferentes ideias e combinações. Quanto mais detalhes você fornecer, mais rico será o resultado.
  5. Com o auxílio da geração de imagem por IA, você pode transformar as descrições do ChatGPT em representações visuais. O processo é o mesmo que mostramos aqui na trend do Studio Ghibli.
Experimente diferentes variações e estilos para encontrar a representação perfeita do seu herói. (Imagem: X/Reprodução)

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Dicas extras

Seja específico. Quanto mais detalhes você fornecer ao ChatGPT e às ferramentas de geração de imagem, melhores serão os resultados.

Não tenha medo de refinar suas ideias e experimentar diferentes abordagens. A criatividade é fundamental nesse processo.

(Imagem: X/Reprodução)

Com este tutorial, você está pronto para dar vida ao seu próprio super-herói. Use o ChatGPT como seu parceiro de criação e explore as infinitas possibilidades da inteligência artificial.

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Novo Mercado Livre? Veja quando o Mais Correios deve estrear

Os Correios deram mais um passo em seu processo de modernização e digitalização. A estatal assinou, nesta quarta-feira (2), o contrato para o desenvolvimento do Mais Correios, um novo marketplace que promete fortalecer o setor de comércio eletrônico no Brasil. O projeto será conduzido pela empresa Infracommerce, e a previsão é de que a plataforma entre em operação ainda no primeiro semestre deste ano.

A cerimônia de assinatura do contrato também marcou o lançamento da identidade visual do marketplace, com a participação da Carol, assistente virtual dos Correios, que esteve presente no palco ao lado dos apresentadores. O site maiscorreios.com.br já está no ar, permitindo que interessados se cadastrem para receber informações e vantagens exclusivas.

Nova estratégia de inovação dos Correios

  • A secretária-executiva Sônia Faustino, que representou o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, destacou a importância da iniciativa dentro da estratégia de reconstrução das estatais. “Os Correios estão no centro desse esforço.
  • Muitas ações estão sendo realizadas para tornar a estatal forte novamente. E o lançamento do Mais Correios é parte desse novo tempo. Essa plataforma representa o futuro dos Correios, em que a tecnologia serve à inclusão, ao desenvolvimento e à justiça social”, afirmou.
  • O Mais Correios faz parte do projeto Correios do Futuro, que busca diversificar as atividades da empresa e criar novas fontes de receita.
  • Segundo o presidente dos Correios, Fabiano Silva, a nova plataforma terá como diferencial a credibilidade da estatal e sua capilaridade logística.
  • “Estamos falando de uma plataforma que contará com a confiança de uma marca de 362 anos, aliada à expertise logística que apenas uma empresa com a estrutura dos Correios pode oferecer”, disse.
Sônia Faustino, secretária-executiva do Ministério das Comunicações, em lançamento do Mais Correios (Imagem: Shizuo Alves / MCom)

Foco inicial e expansão

No primeiro momento, o marketplace será voltado para grandes empresas, permitindo sua expansão para todas as cidades brasileiras. Em uma segunda fase, a plataforma será aberta para pequenos e médios empreendedores, promovendo desenvolvimento econômico local, inclusão digital e aumento da competitividade.

A iniciativa recebeu apoio de representantes do setor empresarial, como o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, e o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima, que destacaram o impacto positivo da nova plataforma para os pequenos e médios negócios, que representam a maioria dos CNPJs do país.

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Parceria estratégica

O marketplace será desenvolvido em parceria com a Infracommerce, empresa escolhida por meio de chamamento público. A companhia será responsável pela infraestrutura digital, incluindo plataforma de vendas, sistemas de pagamento, usabilidade, segurança e suporte tecnológico.

A remuneração da Infracommerce será baseada em uma comissão sobre o valor das vendas intermediadas pelo marketplace, conforme os termos da Proposta Comercial. O contrato terá duração inicial de cinco anos, podendo ser prorrogado pelo mesmo período.

Luiz Pavão, CEO Brasil da Infracommerce, e o presidente dos Correios, Fabiano Silva dos Santos, confirmaram a parceria (Imagem: Shizuo Alves / MCom)

“A ideia é somar forças. Nossa expertise, nosso know-how e nossas tecnologias estarão unidas à marca Correios, sua capilaridade e eficiência logística. Queremos ser um novo canal de oportunidade para consumidores e vendedores, crescendo junto com o mercado”, afirmou o CEO da Infracommerce, Luiz Pavão.

Com essa iniciativa, os Correios buscam se consolidar como um dos principais players do e-commerce brasileiro, oferecendo um marketplace com estrutura confiável e ampla abrangência no país.

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Vala comum com 150 soldados do Império Romano é encontrada na Áustria

Arqueólogos do Museu de Viena identificaram uma vala comum com cerca de 150 soldados romanos no bairro de Simmering, na capital austríaca. A descoberta ocorreu durante as obras para a reforma de um campo de futebol em outubro passado. Agora, análises confirmam que os restos mortais são do século 1 e indicam um evento militar catastrófico.

De acordo com a agência de notícias AP News, os esqueletos estavam desordenados e entrelaçados, o que sugere uma morte violenta em batalha. Segundo os pesquisadores, os homens tinham entre 20 e 30 anos e apresentavam ferimentos compatíveis com espadas, lanças e projéteis. Acredita-se que tenham sido vítimas de um conflito entre o Império Romano e tribos germânicas.

Em poucas palavras:

  • Arqueólogos encontraram 150 soldados romanos enterrados em Viena, na Áustria;
  • Os esqueletos indicam um massacre em batalha contra tribos germânicas;
  • O enterro em massa é raro, já que o comum para a época era a cremação;
  • Novas escavações podem revelar mais ossadas e evidências do conflito;
  • Pesquisadores analisam os restos mortais para entender a vida e a guerra romana.
Encontrar os corpos enterrados dos primeiros soldados romanos é algo extremamente raro. Crédito: Reiner Riedler, Museu de Viena

“Enterros de corpos inteiros eram uma exceção no Império Romano daquela época, pois a cremação era a prática predominante”, explicou Kristina Adler-Wölfl, chefe de arqueologia da cidade. O costume da cremação seguiu até o século 3 d.C., tornando essa descoberta extremamente rara.

A escavação começou com a identificação de 129 esqueletos, mas o número aumentou conforme os trabalhos avançavam. Os arqueólogos acreditam que ainda há mais ossos no local, reforçando a hipótese de que o sítio arqueológico guarda registros de um massacre.

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Local pode trazer detalhes dos conflitos do Império Romano

Michaela Binder, que lidera a equipe de escavação, destacou a importância do achado. “Existem grandes campos de batalha na Alemanha onde armas foram encontradas, mas localizar os corpos dos combatentes é algo inédito na história romana”, afirmou. Para os pesquisadores, o local pode revelar detalhes desconhecidos sobre as estratégias militares e os conflitos da época.

A análise arqueológica dos restos mortais determinou que os homens foram mortos em batalha. Crédito: Reiner Riedler, Museu de Viena

A equipe continuará analisando os esqueletos para determinar suas origens, condições de vida e possíveis marcas de doenças ou desnutrição. Além disso, os arqueólogos esperam encontrar vestígios de armaduras, armas e outros objetos que ajudem a reconstruir o contexto do combate.

O Museu de Viena informou que a pesquisa está apenas no início e que novas descobertas podem surgir à medida que as escavações progridem. Apresentado ao público pela primeira vez na quarta-feira (2), o achado lança luz sobre um episódio violento da presença romana na região e pode modificar o que se sabe sobre a expansão e os conflitos do Império no norte da Europa.

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Tarifas de Trump: Apple tem prejuízo bilionário – que pode afetar o iPhone

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (02) novas tarifas para produtos importados. As empresas de tecnologia do país foram algumas das grandes afetadas com a medida. A Apple liderou os prejuízos: nesta quinta-feira (03), a companhia da maçã perdeu mais de US$ 250 bilhões em valor de mercado.

Tesla, Nvidia, Meta e Amazon também sofreram quedas expressivas na bolsa de valores.

O impacto na Apple, especificamente, levanta preocupações sobre um possível aumento no preço final dos produtos (incluindo o iPhone).

Trump se referiu às tarifas como “independência econômica” dos Estados Unidos (Imagem: Chip Somodevilla – Shutterstock)

Tarifas de Trump x big techs

As tarifas de Trump afetaram todos os países do mundo. A maioria ficou com taxas mínimas de 10% (como o Brasil). Já outros tiveram um aumento expressivo na taxação, como a China (34%), nações europeias (20%), Índia (26%) e Vietnã (46%).

A medida impactou as big techs estadunidenses. Ao final da quarta-feira, as ações já haviam começado a cair, o que se intensificou nesta quinta-feira. Tesla, Nvidia e Meta caíram 6%, enquanto Amazon caiu 7,2%.

A mais afetada foi a Apple, com queda de 8,5% e perda de US$ 250 bilhões em valor de mercado.

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Preço do iPhone pode estar em risco (Imagem: 360b / Shutterstock)

Tarifas vão encarecer o iPhone?

As big techs são dos Estados Unidos, mas não estão isentas de preocupações: boa parte delas depende de produtos importados ou até mesmo produzem seus dispositivos internacionalmente.

É o caso da Apple, que teve a maior queda entre as principais empresas do setor de tecnologia. Isso porque Índia e Vietnã, que mencionamos anteriormente, se tornaram pilares da cadeia de produção do iPhone e outros aparelhos da companhia nos últimos anos – e tiveram suas taxas de importação aumentadas significativamente.

Agora, a empresa da maçã tem duas opções:

  • Absorver os custos das tarifas, o que diminuiria sua margem de lucro;
  • Ou repassá-lo aos consumidores, o que aumentaria o preço dos produtos finais.

iPhone, iPad e Apple Watch estão entre os possíveis afetados.

Índia e Vietnã viraram importantes na cadeia de produção da Apple (Imagem: Hadrian/Shutterstock)

Índia e Vietnã são pilares da cadeira de produção do iPhone

Desde 2018, quando Trump impôs tarifas à China pela primeira vez, a Apple acelerou a realocação de parte de sua produção. A empresa transferiu linhas de montagem de iPads e AirPods para o Vietnã. E iniciou a fabricação de iPhones na Índia.

Após cinco anos de investimento em treinamento de mão de obra e infraestrutura, a Apple projeta que até 25% dos 200 milhões de iPhones vendidos anualmente sejam produzidos na Índia.

O Vietnã, por sua vez, atraiu investimentos pela proximidade com a China. E se consolidou como polo alternativo após os fechamentos de fábricas chinesas durante a pandemia. Em 2023, mais de 10% dos principais 200 fornecedores da Apple estavam em solo vietnamita.

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Trump elogiou big techs

As novas tarifas impostas por Trump aumentam ainda mais a pressão nos negócios da Apple. A empresa já pagava 20% em produtos vindos da China – onde 90% dos produtos são fabricados. Agora, as taxas do país ficarão em 34%.

Mesmo assim, o presidente dos Estados Unidos elogiou as big techs (a Apple especialmente) por investirem no país. Ele classificou a medida como “uma declaração de independência econômica” em relação ao mundo e destacou o objetivo de alavancar a produção nacional.

Segundo o TechCrunch, analistas da Wedbush Securities avaliaram que as tarifas são “piores do que o pior cenário” para investidores de tecnologia. 

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Adeus, links? Microsoft surpreende e transforma a busca no Bing

A Microsoft intensificou a disputa com o Google no campo da busca com inteligência artificial, apresentando o “Copilot Search” no Bing. A nova ferramenta busca fornecer respostas diretas e resultados focados, utilizando IA generativa para otimizar a experiência do usuário.

O lançamento surge como resposta ao recente anúncio do Google sobre seu “Modo IA” para pesquisa, evidenciando a crescente competição entre as gigantes da tecnologia.

Bing com Copilot Search: o que muda?

O Copilot Search, que começou a ser testado no final de fevereiro, modifica a interface de busca do Bing, priorizando resumos gerados por IA em vez dos tradicionais “links azuis”. A nova interface apresenta um resumo gerado por IA da pesquisa do usuário, seguido por uma lista de fontes da web.

A Microsoft expandiu o acesso à ferramenta, integrando-a à interface principal do Bing como o primeiro filtro de pesquisa, em um movimento para impulsionar sua adoção.

Nova interface do Bing apresenta um resumo gerado por IA da pesquisa do usuário. (Imagem: Captura de tela/Gabriel Sérvio)

A Microsoft afirma que continua a “experimentar e iterar com a pesquisa generativa” através do Copilot Search. A empresa busca aprimorar a ferramenta com base no feedback dos usuários, buscando oferecer uma experiência de busca mais eficiente e relevante.

No entanto, a disponibilidade da nova interface ainda é limitada, com alguns usuários relatando que o atalho para o Copilot Search permanece escondido na seção “mais” do Bing.

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O lançamento do Copilot Search pela Microsoft ocorre em um momento crucial, já que o Google se prepara para lançar seu “Modo IA” para pesquisa. A corrida para dominar o mercado de busca com IA se intensifica, com ambas as empresas buscando oferecer experiências de busca mais inteligentes e personalizadas.

O Google anunciou oficialmente seu “Modo IA” em março, e iniciou testes com um grupo seleto de usuários. A expectativa é que o recurso seja amplamente implementado nos próximos meses, representando um desafio direto ao Copilot Search da Microsoft.

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