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Versão alternativa de famoso soneto de Shakespeare é descoberta em manuscrito raro

Uma descoberta rara foi feita pela pesquisadora Leah Veronese, da Universidade de Oxford, na Inglaterra: uma cópia manuscrita do Soneto 116 de William Shakespeare, com adaptações significativas. 

O documento estava entre os papéis de Elias Ashmole, monarquista do século 17 e fundador do Museu Ashmolean. Relatado em um artigo publicado na revista Review of English Studies, o achado traz uma nova perspectiva sobre como o poema foi interpretado e reutilizado ao longo da história.

Veronese encontrou o manuscrito na Biblioteca Bodleian enquanto trabalhava em sua pesquisa de doutorado. O texto fazia parte de uma miscelânea, um tipo de coletânea que reúne diferentes obras literárias. Essas coleções eram comuns na época e muitas vezes refletiam debates políticos e religiosos do período.

Cópia manuscrita do Soneto 116 de William Shakespeare, com adaptações significativas, descoberta por pesquisadora inglesa. Crédito: Universidade de Oxford

O que chamou a atenção da pesquisadora foi que o soneto apresentava uma linha extra no início e não mencionava Shakespeare no catálogo da biblioteca. Esse detalhe pode ter feito com que o poema passasse despercebido por séculos. O catálogo descrevia o texto apenas como um poema “sobre constância no amor”, sem identificar sua origem.

Outro aspecto surpreendente é que essa versão do soneto foi adaptada como canção pelo compositor Henry Lawes. Embora o manuscrito encontrado traga apenas o texto, a partitura da música pode ser consultada em um livro de canções preservado na Biblioteca Pública de Nova York. Para adaptar o soneto à música, foram adicionadas sete linhas e alterados trechos do início e do final.

No texto original de Shakespeare, os versos iniciais dizem:

“Que eu não admita impedimentos para o casamento de mentes

verdadeiras; amor não é amor

Que se altera quando a alteração encontra”

Já na versão descoberta por Veronese, o poema começa de maneira diferente:

“O erro auto-cegante se apodera de todas aquelas mentes

Que com falsas denominações chamam aquele amor

Que se altera quando as alterações encontram”

Pesquisadora Leah Veronese, que encontrou o manuscrito raro de Shakespeare. Crédito: Universidade de Oxford

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Versos de Shakespeare têm significados que vão além do amor romântico

As mudanças podem ter sido feitas para ajustar a métrica da música, mas também permitem uma possível interpretação política e religiosa. Durante a Guerra Civil Inglesa, muitos artistas e escritores usavam metáforas para expressar opiniões sobre os conflitos entre monarquistas e republicanos.

O manuscrito encontrado estava entre outros textos carregados de significados políticos, como canções natalinas proibidas e poemas satíricos sobre a crise da década de 1640. No contexto monarquista de Ashmole, as mudanças no soneto podem ter transformado o poema em um apelo à lealdade ao rei e à constância na fé.

Segundo a professora Emma Smith, especialista em Shakespeare na Universidade de Oxford, o Soneto 116 é hoje um dos mais famosos do autor, mas não era amplamente conhecido na época. Essa nova versão mostra que os versos do escritor foram reinterpretados e politizados, ganhando significados que vão além do amor romântico.

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É tela atrás de tela! Conheça o notebook da Lenovo que tem display dobrável

A Lenovo continua a apostar em inovações para o segmento de notebooks. Após lançar modelo com tela extensível e outro alimentado por energia solar, a empresa apresentou o ThinkBook Flip, dispositivo com tela dobrável que pode alcançar 18 polegadas na posição vertical. A novidade foi anunciada durante a participação da marca na MWC 2025.

O ThinkBook Flip utiliza o mesmo painel OLED do ThinkBook Plus Gen 6, conhecido por sua tela rolável. Contudo, sem o mecanismo que encolhe a tela, o novo modelo ganha 0,4 polegadas a mais, totalizando 18,1 polegadas.

Notebook dá grande ganho de tela na vertical (Imagem: Divulgação/Lenovo)

Lenovo e sua versatilidade três em uma

Quando a tela é dobrada, o aparelho funciona como um notebook convencional de 13 polegadas, mas com a vantagem de incorporar uma segunda tela na parte traseira.

Essa configuração permite exibir conteúdo para outra pessoa, funcionando como um monitor adicional – recurso bastante interessante para o ambiente corporativo, público-alvo da Lenovo. Alternativamente, o dispositivo pode ser usado como um tablet, mantendo a tela traseira ativa enquanto a tampa está fechada.

Porém, o grande diferencial do Lenovo ThinkBook Flip surge quando a tela está completamente aberta. Com resolução de 2000 x 2664 píxeis, o notebook proporciona excelente visualização de páginas da internet e documentos, além de permitir a divisão de janelas de aplicativos de forma vertical, o que pode aumentar significativamente a produtividade.

Thinkbook Flip de perfil com a tela totalmente esticada
Dispositivo ainda não tem data de lançamento e nem preço definidos (Imagem: Divulgação/Lenovo)

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Recursos inovadores

  • Entre os destaques deste novo modelo está um touchpad avançado, chamado Smart ForcePad, que conta com atalhos iluminados por LEDs;
  • Essa tecnologia facilita o controle multimídia e outras funções, podendo, ainda, ser transformada em teclado numérico, compensando o tamanho reduzido do teclado físico, que não inclui essa funcionalidade;
  • Embora o Lenovo ThinkBook Flip ainda esteja em fase conceitual, as especificações já chamam a atenção: ele deverá ser equipado com processador Intel Core Ultra 7, 32 GB de RAM LPDDR5X, armazenamento via SSD PCIe, portas Thunderbolt 4 e leitor de digitais;
  • No momento, não há previsão para o lançamento comercial deste modelo.
Notebook retraído, como se fosse um tablet
Thinkbook Flip também pode ser um tablet (Imagem: Divulgação/Lenovo)

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MWC 2025: veja as principais novidades apresentadas no evento de tecnologia

Começou, na segunda-feira (3), a Mobile World Congress (MWC) 2025, em Barcelona (Espanha). No evento, empresas de tecnologia apresentam novos conceitos de dispositivos e sistemas que podem (ou não) chegar até nós. A seguir, o Olhar Digital faz um apanhado de algumas das novidades que já deram as caras por lá:

O que tem de interessante na MWC 2025?

Lente de câmera profissional em smartphones Xiaomi e Realme

As câmeras dos nossos smartphones parecem não ter fim na escalada de tamanho. No novo Xiaomi 15 Ultra, um imenso conjunto de câmeras ocupa a parte traseira, a Nothing reinventou completamente o arranjo de suas lentes para incluir um periscópio no Phone 3A Pro e circulam rumores de que até a Apple pretende acoplar uma barra robusta de câmeras na traseira dos modelos iPhone 17 Pro ainda este ano.

Mas por que parar por aí? Imagine se pudéssemos incorporar todo o peso e robustez de uma câmera profissional no seu telefone. E se a câmera do seu aparelho pudesse ser transformada em algo muito maior?

Foi exatamente essa a aposta tanto da Xiaomi quanto da Realme na MWC 2025. As duas empresas apresentaram smartphones conceituais totalmente diferentes, que buscam reduzir a distância entre a portabilidade dos smartphones e a qualidade de uma DSLR.

Lente de DSLR é compatível com no Xiaomi 15 Ultra (Imagem: Divulgação/Realme)

Realme

  • Segundo o The Verge, a proposta da Realme remete a algo já conhecido;
  • Seu “conceito de lente intercambiável” acopla lente completa de DSLR à ilha de câmeras do seu aparelho conceitual – ideia que lembra proposta que a Xiaomi já exibiu em 2022;
  • Esse modelo exclusivo, que não se baseia nos smartphones atuais da Realme, conta com duas câmeras convencionais na traseira, somadas a um sensor customizado do tipo de uma polegada da Sony, que, inicialmente, vem sem lente acoplada, permitindo ao usuário inserir a sua própria via montagem proprietária;
  • Essa abordagem assemelha-se àquela adotada por empresas, como a Moment, que, há anos, oferecem lentes personalizadas para acoplar nas câmeras dos smartphones.

No conceito da Realme, o sistema foi pensado para funcionar com duas lentes: uma de 73 mm para retratos e outra telefoto de 234 mm. Para o Verge, após testes, anexar uma lente telefoto tão imponente em uma extremidade do aparelho desestabiliza o equilíbrio, tornando a experiência pouco prática.

A Realme optou por utilizar uma montagem padrão M, o que, em teoria, permitiria a conexão de qualquer lente compatível – vantagem que seria bastante atrativa se o produto fosse lançado comercialmente.

Na prática, porém, a compatibilidade pode ser limitada, já que a empresa adaptou seu aplicativo de câmera para suportar essas duas lentes específicas. Ressalte-se que essa conexão é puramente mecânica, sem suporte para lentes com autofoco ou funções além do modo manual.

Xiaomi

Enquanto a Realme aposta na ideia de lente intercambiável que se integra à ilha de câmeras, a Xiaomi apresenta abordagem que soluciona alguns desses problemas – mas que, também, traz seus próprios desafios.

Seu Sistema Óptico Modular é construído a partir de versão customizada do Xiaomi 15, que conta com um anel de ímãs inspirados no Apple MagSafe na parte traseira.

Uma lente separada se fixa nesse ponto magnético central, mas, crucialmente, vem equipada com seu próprio sensor, rompendo as limitações do hardware interno do aparelho. Trata-se, assim, de versão moderna e magnética de uma ideia que lembra as efêmeras câmeras QX da Sony, que podiam ser acopladas à parte traseira de qualquer telefone.

A lente apresentada pela Xiaomi é uma 35 mm com abertura de f/1.4, equipada com sensor do tipo 4/3 de 100 megapixels – significativamente maior do que os sensores encontrados em qualquer smartphone, inclusive no conceito da Realme.

Estande da Xiaomi na MWC 2025
Empresa apresenta outros conceitos no evento (Imagem: Xiaomi)

Esse sensor maior permite captar mais luz, o que, em teoria, se traduz em fotos de melhor qualidade. Daniel Desjarlais, diretor de comunicações internacionais da Xiaomi, comentou com o Verge que a possibilidade de integrar um sensor maior é a principal motivação por trás desse formato inovador.

Dentro do anel magnético, dois contatos ajudam não apenas no alinhamento perfeito da lente, mas, também, gerenciam a transferência de energia e dados via um sistema óptico de 10 Gbps, batizado de LaserLink pela Xiaomi.

Ao contrário da conexão física da Realme, essa tecnologia permite que a lente opere com autofoco – embora a Xiaomi tenha mantido um anel de foco manual para ajustes mais precisos. As imagens, por sua vez, são processadas pelo software de imagem do próprio telefone, garantindo consistência no estilo visual com as demais fotos capturadas pelo dispositivo.

Outro ponto positivo do sistema modular da Xiaomi é a possibilidade de acoplar a lente no centro do aparelho ao invés de sobrepor ao módulo de câmera já existente. Esse design proporciona equilíbrio muito superior, tornando o dispositivo mais confortável para segurar e usar.

A fixação e remoção da lente ocorre com único movimento rápido e a ausência de uma montagem intermediária resulta em conjunto mais compacto do que o proposto pela Realme.

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Samsung e suas telas dobráveis

O grupo de displays da Samsung apresentado na MWC 2025 parece ter seguido a linha de “dobra e desdobra“, apresentando conceitos inovadores de telas dobráveis, como uma maleta com tela integrada e um console portátil de jogos dobrável.

Naturalmente, a Samsung Display é uma fabricante de telas e esses conceitos são apenas demonstrações do potencial de suas tecnologias caso sejam incorporadas por outros fabricantes.

Mas, segundo o Verge, mesmo assim, os protótipos são impressionantes e fizeram grande sucesso entre os visitantes da MWC 2025, que precisavam ser lembrados diversas vezes para não tocar nos aparelhos. Isso vale especialmente para o protótipo do console portátil no estilo Nintendo Switch, que se abre totalmente plano e se dobra ao meio para facilitar o armazenamento após o uso.

O Verge ainda traz que outro conceito que chamou a atenção no estande da Samsung na MWC 2025 foi um smartphone no estilo Samsung Galaxy Z Flip, assimétrico. Quando totalmente aberto, ele se assemelha a uma tela convencional, mas ao fechar, suas duas dobradiças deixam uma parte da tela interna exposta.

A Samsung apresentou uma série de outros exemplos e conceitos em seu estande, alguns dos quais já tínhamos visto na CES 2025. Se você consegue imaginar uma tela que se estica, se dobra ou se flexiona de alguma forma, a Samsung Display provavelmente tem um conceito nesse estilo.

Estande da Samsung na MWC 2025
Sul-coreana também trouxe várias novidades (Imagem: Divulgação/Samsung)

Nothing 3A

Os smartphones Nothing 3A foram anunciados recentemente, trazendo nova interpretação ao lema da empresa de “tornar a tecnologia mais divertida novamente”. Com hardware aprimorado em relação ao Phone 2A, câmeras atualizadas e recurso inovador chamado Essential Space, os aparelhos permitem armazenar e indexar capturas de tela, notas de voz e fotos diversas por meio de botão exclusivo.

Com preços a partir de US$ 379 (R$ 2,21 mil, na conversão direta) para o 3A e US$ 459 (R$ 2,68 mil) para o 3A Pro, os dispositivos apresentam especificações sólidas para a faixa intermediária — além de oferecerem uma amostra do que a Nothing vem desenvolvendo para este momento tão focado em IA.

O Verge aponta que a principal distinção entre o 3A e o 3A Pro está nas câmeras, perceptível à primeira vista. No 3A Pro, a proeminente estrutura redonda da câmera abriga lente telefoto periscópica com zoom de 3x, enquanto o 3A conta com zoom padrão de 2x.

Ambos os aparelhos vêm equipados com câmera principal de 50 megapixels com abertura f/1.8 e câmera ultrawide de oito megapixels. As câmeras telefoto utilizam sensores de 50 megapixels para oferecer zoom sem perda, com 4x no 3A e 6x no 3A Pro.

Com telas de 6,77 polegadas, os dispositivos são grandes e o 3A Pro se destaca por seu aspecto mais robusto devido à saliência de sua montagem de câmera. Ambos adotam o design marcante com traseira translúcida da Nothing, que confere visual ousado e ajuda a disfarçar o incômodo recesso da câmera do 3A Pro.

Os aparelhos são alimentados pelos chipsets Snapdragon 7S Gen 3, contam com 12 GB de RAM e oferecem 256 GB de armazenamento, bastante generoso para a categoria intermediária. Eles vêm com o Android 15 e a Nothing promete três anos de atualizações do sistema operacional e seis anos de patches de segurança. Atualmente, os smartphones estão sendo oferecidos nos EUA por meio do programa beta da Nothing.

Embora a interface Glyph e as tiras de LED ainda estejam presentes, a empresa parece estar direcionando seus esforços para funcionalidades de software. O Essential Space é um novo recurso que possibilita o armazenamento de capturas de tela, notas de voz e imagens, de forma semelhante ao aplicativo Pixel Screenshots, do Google.

Nothing 3A e 3A Pro já estão em pré-venda (Imagem: Reprodução/X/Nothing)

Sua galeria de fotos está cheia de imagens de momentos que você quer lembrar? Você gostaria de ter um espaço para guardar aquelas fotos inspiradoras para a reforma do banheiro? Ou precisa de um lugar para arquivar informações de um e-mail que você sempre precisa procurar?

Essa é a ideia por trás do Essential Space. Ao salvar seus arquivos nele, o sistema utiliza IA para extrair informações relevantes e organiza tudo o que, de outra forma, ficaria disperso pelo seu aparelho.

Atualmente, a funcionalidade do Essential Space é simples, mas a Nothing já planeja implementar mais recursos, como um modo que inicia a gravação de uma nota de voz ao virar o aparelho e a capacidade de organizar, automaticamente, conteúdos relacionados em coleções. Trata-se de recurso útil com camada inteligente de IA, demonstrando que a empresa investe na tecnologia de forma significativa e não apenas por modismo.

O modelo 3A já pode ser encomendado a partir desta terça-feira (4), com envio previsto para 11 de março. Já o 3A Pro estará disponível para pedidos a partir de 11 de março, com envios iniciando em 25 de março.

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Cientistas encontraram novos meios de formação da ‘molécula que fez o universo’

O universo, como o conhecemos, surgiu há aproximadamente 13,8 bilhões de anos, quando o Big Bang desencadeou uma expansão que deu origem ao hidrogênio e ao hélio, possibilitando as primeiras nuvens de gás que ajudaram na formação dos objetos celestes. Pouco depois, surgiram moléculas essenciais para o desenvolvimento do universo.

Resumidamente, as estrelas se formaram primeiro, seguidas pelos planetas e outros corpos celestes. Além disso, muito depois do Big Bang, surgiu a molécula fundamental conhecida como trihidrogênio (H3+), considerada essencial para a formação estelar e para a síntese de compostos químicos no universo primitivo.

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Empresas dos EUA revela sistema inovador com IA que detecta e derruba drones

A Lockheed Martin apresentou na semana passada a sua mais recente invenção para mitigar os riscos causados pelas aeronaves não tripuladas, cada vez mais utilizadas em campanhas de guerra. Trata-se de um sistema de defesa alimentado por inteligência artificial capaz de detectar, rastrear, identificar e eliminar drones.

Esta solução modular de arquitetura aberta utiliza recursos de comando e controle de eficácia comprovada em combate combinados com software de detecção e rastreamento aprimorado por IA. Ela inclui, ainda, uma rede de sensores de baixo custo e efetores que se adaptam a diferentes ameaças.

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Fósseis de ovos revelam diversidade de dinossauros na América do Norte

Um estudo recém-publicado na revista PLOS ONE revela uma descoberta surpreendente nos EUA: fósseis de ovos de dinossauro que mudam a compreensão sobre a biodiversidade pré-histórica. 

Encontrados na Formação Cedar Mountain, em Utah, esses ovos datam de aproximadamente 100 milhões de anos e representam a maior diversidade já identificada na região.

Em poucas palavras:

  • Fósseis de ovos de dinossauro em Utah revelam uma diversidade inédita;
  • Seis tipos distintos foram identificados, contrariando estudos anteriores;
  • Microscopia eletrônica ajudou a analisar a estrutura dos fósseis;
  • Os ovos pertencem a oviraptores, ornitópodes e um crocodilomorfo;
  • A descoberta sugere que os oviraptores eram mais numerosos.

Até então, acreditava-se que apenas uma espécie de ovo fossilizado existia no local, o Macroelongatoolithus carlylei. No entanto, a análise de quatro mil fragmentos, coletados em 20 diferentes sítios do Membro Mussentuchit, revelou seis tipos distintos. Esse avanço só foi possível graças a novas tecnologias de microscopia, que permitiram um estudo detalhado da estrutura dos fósseis.

Resumo gráfico do estudo que descobriu diversidade de ovos de dinossauros. Crédito: Ryan Tucker e Josh Hedge

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Ovos fósseis guardam informações valiosas sobre os dinossauros

Embora menos impressionantes que ossadas, os ovos fósseis são essenciais para entender os dinossauros, especialmente quando não há vestígios diretos dos animais. Para classificá-los, cientistas analisam características como espessura da casca, microestrutura e distribuição dos poros, o que ajuda a identificar o grupo responsável pela postura.

As análises foram feitas com microscopia eletrônica, permitindo uma visão detalhada das superfícies dos ovos. O biólogo Josh Hedge explicou ao site IFLScience que, sem fósseis complementares como esqueletos ou embriões, é desafiador identificar a espécie exata. No entanto, comparações com ovos já conhecidos ajudam a determinar o grupo de dinossauros a que pertenciam.

Os seis tipos identificados pertencem a diferentes linhagens. Três deles são do grupo Elongatoolithidae (Macroelongatoolithus, Undulatoolithus e Continuoolithus), associados aos oviraptores, dinossauros carnívoros que também se alimentavam de ovos. Dois são do gênero Spheroolithus, ligado aos ornitópodes, grandes herbívoros. O último pertence ao Mycomorphoolithus kohringi, um crocodilomorfo, réptil aparentado aos crocodilos modernos.

É a primeira vez que várias dessas categorias são identificadas na América do Norte. Até então, os ovos de crocodilomorfos só haviam sido encontrados na Europa. Além disso, a descoberta sugere que os oviraptores eram mais diversos e numerosos do que se imaginava, vivendo em grupos próximos uns dos outros.

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Nos cinemas: Veja os 10 melhores filmes que serão lançados em março de 2025

Todos prontos para mais um mês de grandes lançamentos no cinema? Pois é, março trará consigo muitos filmes de peso às telonas, incluindo alguns dos títulos mais chamativos de todo o ano, como a versão live-action de Branca de Neve e o intrigante Mickey 17. Mas, afinal, o que assistir no cinema em março de 2025? Bem, chegou a hora de te darmos a resposta completa sobre essa questão!

Abaixo, você confere os 10 lançamentos mais quentes do cinema no mês de março para curtir ao máximo. É só escolher as atrações que mais combinam com você e se programar. 

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Pesquisa revela origem de estrelas com campos magnéticos mais fortes do Universo

Uma equipe internacional pesquisadores simulou, pela primeira vez, a formação e a evolução de uma estrela magnetar – classe com os campos magnéticos mais fortes do Universo. O artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista Nature Astronomy nesta terça-feira (04).

Este tipo de estrela de nêutrons – incrivelmente densa, diga-se – é central no panorama de fenômenos cósmicos extremos, como hipernovas e explosões de raios gama. No entanto, sua origem é um mistério. Mas a pesquisa ajuda (e muito) na compreensão sobre elas.

Como pesquisadores simularam origem e evolução do tipo de estrela mais denso do Universo

Os núcleos de estrelas com massa oito vezes maior que a do Sol colapsam por conta da gravidade ao final da vida delas. Isso marca o início da explosão da estrela numa supernova. As camadas externas são ejetadas, enquanto o núcleo se contrai violentamente. É assim que estrelas de nêutrons – o objeto conhecido mais denso do Universo – se formam.

  • Para você ter ideia: uma colher de chá da matéria de uma estrela de nêutrons pesa um bilhão de toneladas – equivalente a 100 mil Torres Eiffel.
Estrela de nêutron é o objeto conhecido mais denso do Universo (Imagem: Nazarii_Neshcherenskyi/Shutterstock)

Geralmente, dá para observar estrelas de nêutrons por meio de ondas de rádio. Mas algumas emitem poderosas explosões de raios-X e raios gama. Essas são comumente chamadas de “magnetares” – porque suas emissões são causadas pela dissipação de campos magnéticos extremos (um milhão de bilhões de vezes mais intensos que os da Terra).

Origem das estrelas magnetares

Como os campos magnéticos dos magnetares desempenham um papel crucial nos fenômenos luminosos com os quais estão associados, cientistas trabalham para entender sua origem. Várias teorias foram propostas. A mais promissora sugere a geração do campo magnético por meio da ação de um dínamo na proto-estrela de nêutrons, logo após a explosão começar.

“A ação do dínamo permite que um fluido condutor, como plasma, com movimentos suficientemente complexos, amplifique e mantenha seus próprios campos magnéticos contra os efeitos difusivos, que os enfraquecem”, explica Paul Barrère, pesquisador de pós-doutorado no Departamento de Astronomia da Faculdade de Ciências da Universidade de Genebra e segundo autor do estudo em questão, em comunicado publicado no site da universidade.

Ilustração de campo magnético ao redor de estrela
Pesquisadores sugeriram cenário alternativo para simular campo magnético de estrela magnetar (Imagem: LMPA/AIM/IRFU/DRF/CEA Saclay)

Muitos desses dínamos exigem uma rotação rápida do núcleo da estrela progenitora para serem eficazes. No entanto, essas velocidades de rotação são pouco compreendidas devido à falta de observações. Paul Barrère e os pesquisadores Jérôme Guilet e Raphaël Raynaud, do Departamento de Astrofísica do CEA Saclay, estudaram, portanto, um cenário alternativo.

Eles sugerem que a proto-estrela de nêutrons seja acelerada por parte da matéria ejetada inicialmente durante a supernova, que depois cai de volta sobre a superfície da estrela. “Isso torna o nosso novo cenário de formação independente da rotação da estrela progenitora”, diz Barrère.

O mecanismo favorecido para amplificar o campo magnético nesta proto-estrela de nêutrons é um tipo específico de dínamo, conhecido como dínamo Tayler-Spruit. “Esse mecanismo se alimenta da diferença de rotação dentro da estrela e de uma instabilidade do campo magnético”, explica o pesquisador.

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Evolução das estrelas magnetares

O cenário proposto por Barrère, Guilet e Raynaud se concentra apenas nos primeiros segundos após a supernova, o que é muito breve em comparação à idade dos magnetares observados. É aí que entra a colaboração com cientistas das universidades de Newcastle e Leeds, especializados na evolução das estrelas de nêutrons.

Ilustração de campo magnético ao redor de estrela de nêutrons
Equipe simulou, pela primeira vez, a evolução de uma estrela de nêutrons com campo magnético produzido pelo dínamo Tayler-Spruit (Imagem: Nazarii_Neshcherenskyi/Shutterstock)

Assim, a equipe simulou, pela primeira vez, a evolução de uma estrela de nêutrons com campo magnético produzido pelo dínamo Tayler-Spruit. A simulação foi numa escala de tempo de um milhão de anos.

A estrela de nêutrons simulada neste estudo reproduz as características observacionais dos chamados magnetares de campo fraco, descobertos em 2010. Esses magnetares têm dipolos magnéticos que são de dez a cem vezes mais fracos do que os dos magnetares clássicos.

Este estudo, portanto, demonstra que esses magnetares provavelmente se formam em proto-estrelas de nêutrons aceleradas pela acreção de matéria da supernova. E nas quais o dínamo Tayler-Spruit opera.

“Nosso trabalho representa um grande avanço em nossa compreensão dos magnetares e abre perspectivas muito interessantes no estudo de outros efeitos de dínamo”, diz Barrère. “Nossos resultados sugerem que cada dínamo deixa sua marca na configuração complexa do campo magnético e, portanto, na emissão observada dos magnetares.”

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Opera GX usa Pinboards para organizar navegação dos gamers

O Opera GX se destaca por ser o principal navegador gamer da atualidade, e uma das funções mais interessantes do browser é o recurso de Pinboards. Esse recurso basicamente salva diversas páginas importantes que o usuário escolheu em uma pasta customizada para ser acessada a qualquer momento.

É interessante pensar nesses Pinboards como um tipo de menu de favoritos, só que mais organizados. A função pode ser aplicada quando o usuário tem uma pesquisa com múltiplas abas abertas e sempre retornará nesse conteúdo para buscar alguma informação extra.

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Tony Hawk’s Pro Skater 3+4 é anunciado Rayssa Leal e pista no Brasil! Veja trailer, data e preço

A espera acabou para os fãs de skate virtual! Tony Hawk”s Pro Skater 3+4 finalmente foi anunciado e chegará no dia 11 de julho de 2025. O game promete trazer toda a nostalgia dos clássicos da franquia, mas com gráficos aprimorados, jogabilidade refinada e algumas novidades para agradar tanto veteranos quanto novos jogadores.

O game foi apresentado com um trailer mostrando a evolução visual e prometendo muitas novidades. O título contará com mais pistas, skates e músicas na trilha sonora, além de uma pista no Brasil e a presença de Rayssa Leal. Confira a prévia abaixo!

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