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Vala comum com 150 soldados do Império Romano é encontrada na Áustria

Arqueólogos do Museu de Viena identificaram uma vala comum com cerca de 150 soldados romanos no bairro de Simmering, na capital austríaca. A descoberta ocorreu durante as obras para a reforma de um campo de futebol em outubro passado. Agora, análises confirmam que os restos mortais são do século 1 e indicam um evento militar catastrófico.

De acordo com a agência de notícias AP News, os esqueletos estavam desordenados e entrelaçados, o que sugere uma morte violenta em batalha. Segundo os pesquisadores, os homens tinham entre 20 e 30 anos e apresentavam ferimentos compatíveis com espadas, lanças e projéteis. Acredita-se que tenham sido vítimas de um conflito entre o Império Romano e tribos germânicas.

Em poucas palavras:

  • Arqueólogos encontraram 150 soldados romanos enterrados em Viena, na Áustria;
  • Os esqueletos indicam um massacre em batalha contra tribos germânicas;
  • O enterro em massa é raro, já que o comum para a época era a cremação;
  • Novas escavações podem revelar mais ossadas e evidências do conflito;
  • Pesquisadores analisam os restos mortais para entender a vida e a guerra romana.
Encontrar os corpos enterrados dos primeiros soldados romanos é algo extremamente raro. Crédito: Reiner Riedler, Museu de Viena

“Enterros de corpos inteiros eram uma exceção no Império Romano daquela época, pois a cremação era a prática predominante”, explicou Kristina Adler-Wölfl, chefe de arqueologia da cidade. O costume da cremação seguiu até o século 3 d.C., tornando essa descoberta extremamente rara.

A escavação começou com a identificação de 129 esqueletos, mas o número aumentou conforme os trabalhos avançavam. Os arqueólogos acreditam que ainda há mais ossos no local, reforçando a hipótese de que o sítio arqueológico guarda registros de um massacre.

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Local pode trazer detalhes dos conflitos do Império Romano

Michaela Binder, que lidera a equipe de escavação, destacou a importância do achado. “Existem grandes campos de batalha na Alemanha onde armas foram encontradas, mas localizar os corpos dos combatentes é algo inédito na história romana”, afirmou. Para os pesquisadores, o local pode revelar detalhes desconhecidos sobre as estratégias militares e os conflitos da época.

A análise arqueológica dos restos mortais determinou que os homens foram mortos em batalha. Crédito: Reiner Riedler, Museu de Viena

A equipe continuará analisando os esqueletos para determinar suas origens, condições de vida e possíveis marcas de doenças ou desnutrição. Além disso, os arqueólogos esperam encontrar vestígios de armaduras, armas e outros objetos que ajudem a reconstruir o contexto do combate.

O Museu de Viena informou que a pesquisa está apenas no início e que novas descobertas podem surgir à medida que as escavações progridem. Apresentado ao público pela primeira vez na quarta-feira (2), o achado lança luz sobre um episódio violento da presença romana na região e pode modificar o que se sabe sobre a expansão e os conflitos do Império no norte da Europa.

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Guerreiros que invadiram o Império Romano tem origem revelada

As invasões dos chamados bárbaros, mais conhecidos hoje como povos germânicos, foi um dos motivos que levou à queda do Império Romano. No entanto, sabemos pouco sobre qual era realmente a origem destas pessoas que mudaram o mundo há milhares de anos.

De acordo com um novo estudo, estas tribos eram compostas por um povo miscigenado, misturando ancestrais de vários lugares da Europa e da Ásia. Este é o caso dos hunos, do famoso rei Átila, apelidado de “o Flagelo de Deus”.

Povo sempre foi descrito com um ar místico

Comandados pelo famoso líder, os hunos chegaram muito perto de conquistar a cidade de Roma no ano 452 d.C. Antes disso, devastaram uma série de territórios romanos na Itália, na Gália (atual França) e em outros pontos da Europa.

Os escritores da Antiguidade descrevem este como um povo bárbaro e quase animalesco que teria vindo de alguma região distante do leste. Dizia-se que eram exímios cavaleiros nômades, mas a real origem deles sempre foi um mistério.

Estátua do rei Átila, principal figura do povo huno (Imagem: butterfly’s dream/Shutterstock)

Uma das suspeitas é que eles tivessem alguma relação com os chamados xiongnu, cavaleiros das estepes que chegaram a formar um império na atual Mongólia por volta do século I d.C. A principal hipótese é que este povo tenha se deslocado para o oeste com o passar do tempo, dando origem aos hunos.

Os relatos dos próprios romanos podem indicar como isso teria acontecido. Isso porque os registros apontam que os hunos costumavam incorporar povos derrotados, criando uma miscigenação deste povo antigo.

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Hunos conquistaram uma vasta extensão de terras e até invadiram o Império Romano (Imagem: ArapSeyhi/Shutterstock)

Análises de DNA confirmaram origem dos hunos

  • Durante o trabalho, os pesquisadores compararam o material genético de pessoas que morreram no antigo território dos hunos, entre os séculos V d.C. e VI d.C., com o de uma ampla gama de povos da mesma época e de séculos anteriores espalhados pela Europa e pela Ásia.
  • O resultado da análise é que quase sempre as pessoas enterradas nas sepulturas associadas à cultura dos hunos possuem origem genética mista, abrangendo tanto ancestrais europeus quanto originários da Ásia Central.
  • Ainda assim, em alguns casos, foi possível identificar uma ligação direta entre alguns desses indivíduos miscigenados e antigos membros da elite imperial xiongnu.
  • As descobertas foram descritas em estudo publicado na revista PNAS.

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